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Conheça as principais espécies da flora de Urubici

O Vale Sagrado abriga uma flora extremamente rica e exuberante. As araucárias, árvore-símbolo da região, formam imensas matas e se tornam o lar de diversas espécies vegetais e animais. Em cada trilha, da passiflora às dezenas de espécies de cogumelos, as maravilhas botânicas vão revelando a natureza em sua forma mais abundante.

Cogumelo Amanita Muscaria

Nome científico: Amanita Muscaria

Um dos principais símbolos do Vale Sagrado, a Amanita Muscaria é uma das espécies de cogumelos que podem ser observadas nesta região. A primeira identificação deste fungo no Brasil foi feita em 1982, pelo botânico Armando Cervi, responsável por escrever o nome e as características científicas para a língua portuguesa. Na ocasião, a introdução desse cogumelo no Brasil foi atribuída à importação de sementes de Pinus de regiões onde ele é nativo, Europa e América do Norte.

*Esta espécie é considerada tóxica e o seu consumo é altamente perigoso para a saúde

Passiflora urubicienses

Nome científico: Passiflora Urubicienses Cervi

Caracterizada por plantas trepadeiras herbáceas, terrícolas andóginas e perenes, esta espécie foi descoberta em Urubici pelo biólogo Armando Carlos Cervi, em 2003. Endêmica do Brasil, a Passiflora Urubicienses Cervi ocorre nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e é restrita ao bioma Mata Atlântica.

Edelweiss de Urubici

Nome científico: Sinningia Nivalis Urubici

Espécie também conhecida como “rainha do abismo”, encontrada e descrita pelo botânico suíço Alain Chautems, em companhia do botânico PHD Armando Carlos Cervi, em Urubici-SC – Brasil, no ano de 1999.

Mata de Araucárias

Nome científico: Araucaria angustifolia

Formada pela predominância da árvore-símbolo da nossa região, a Araucaria angustifolia, a Mata de Araucárias é uma floresta ombrófila mista que faz parte do bioma Mata Atlântica e que abriga diversas espécies da fauna e flora. Ocorre sobretudo nos estados do Sul do país, onde o clima subtropical proporciona o seu desenvolvimento. A Mata de Araucárias passou, nas últimas décadas, por um intenso processo de devastação ambiental ocasionado principalmente pelo avanço das atividades econômicas exploratórias na região, o que a coloca em risco de extinção.